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Coluna do Zé

Março 28, 2008

BIOCOMBUSTÍVES – ponto de vista

Arquivar em: Critica — admin @ 5:51 pm

Por serem assuntos que me preocupam e porque este nosso planeta não é para usar e deitar fora, fico sempre atento quando assuntos como estes são noticiados. Tanta informação diariamente sobre esta matéria despertou em mim curiosidade em saber mais, resolvi aprofundar o meu conhecimento e depressa descobri que os biocombustíveis têm um lado negativo. Em Novembro de 2007 graças a um artigo publicado na revista National Geographics fiquei a saber que a realidade é completamente diferente daquilo que é apregoado e, que irão haver consequências nefastas para a população mundial.
Na generalidade andamos todos preocupados com os danos ambientais causados pela queima de combustíveis fósseis, aplaudimos quando se estudam e implementam soluções alternativas. Uma das soluções em voga dessas alternativas é o biodiesel. Certamente todos apoiamos estas novas tecnologias (todos, excepto os gigantes da indústria petrolífera), um bom exemplo de utilização de combustíveis alternativos vem do Brasil onde o Etanol com origem na cana-de-açúcar é produzido e utilizado em larga escala desde os anos oitenta. Desde essa época quase todos os automóveis vendidos funcionam a Etanol, a produção nacional satisfaz 100% das necessidades do país.

No meu ponto de vista há algumas conjecturas em que a bioenergia falha e para a qual se deveria olhar de forma mais cuidada.

Consegue-se produzir biliões de toneladas de matéria-prima vegetal para a produção de biocombustível, refiro-me à produção da Soja, Cana-de-açúcar, Milho, Colza, Girassol e Palma e não se consegue produzir alimentos em quantid ade suficiente para alimentar a população mundial. Voltando ao bom exemplo do Brasil e segundo um estudo do PNAD(1), organismo oficial de estatísticas brasileiro, de 2004, 7,7% da população sofre de carência alimentar grave, quer isto dizer que 14 milhões de Brasileiros sofreram de fome pelo menos uma vez num período de 90 dias. Como podemos aceitar tais factos, são interesses económicos que ditam as normas de funcionamento da sociedade Brasileira, atrevo-me a dizer, sociedade perversa que deixa morrer o povo em detrimento de valores económicos. Na verdade é o mundo que temos mas, deveriam os Estados e as ONG(2) lutarem contra este tipo de erros. Nós poderíamos dar a nossa pequena contribuição nesta luta, com acções simples tais como, não viajando para o Brasil, não vendo as glamourosas telenovelas brasileiras que são um rol de mentiras, não comprando produtos origem brasileira. Tenho perfeita consciência que esta minha ideia de resolver os problemas desta forma roça a utopia e a total amplitude deste problema foge à minha compreensão e conhecimento, mas se todos nos fossemos manifestando e demonstrando, sempre que podemos, a nossa não-aceitação dos factos como consumados poderíamos vir a ajudar estes povos. Só mencionei o Brasil pois é um país que vende para o exterior uma imagem não real e que a classe política tenta camuflar a realidade, outros países certamente têm problemas graves de fome mas, não padecem deste binómio. Ou seja, têm tão alargada e antiga produção de vegetais para biocombustiveis e grande parte da população com fome.

Deveríamos equacionar o facto de quando deixar de haver uma oferta suficiente de petróleo e se tiver que recorrer só aos biocombustíveis de origem vegetal, começaremos a cultivar cereais e vegetais cada vez mais e mais até que os níveis de produção satisfaçam as necessidades. Uma das consequências será que estas plantações irão destruir e cansar os solos agrícolas que, no futuro serão necessários para alimentar as populações. Naturalmente, tal como já se verifica hoje no Brasil, as empresas produtoras não atenderão aos problemas alimentares em detrimento dos seus lucros. Outra consequência será um aumento exponencial do preço dos alimentos tornando-se impossível para as populações adquirirem estes. Actualmente o milho tem sofrido alteração no seu preço conforme a procura no mercado dos biocombustiveis, isto significa que são produtos que deixaram de estar agregados ao mercado alimentar e passaram a estar agregados ao mercado da energia que passa a reger as suas cotações. As grandes quantidades de milho exportadas pelos E.U.A. para a Rússia deixarão certamente de acontecer quando, o milho for necessário para suprimir carências energéticas dentro dos E.U.A. criando graves problemas ao povo Russo.

Como é que o biocombustível poderá ser considerado uma alternativa quando a sua produção esta condicionada por factores como as más colheitas resultantes de condições atmosféricas adversas (secas e tempestades) e pragas agrícolas. Quando houver alterações climáticas que inviabilizem a produção em determinadas zonas do globo obrigara à deslocação para novas zonas de cultivo, existirão guerras pelo controle de solos aráveis, tal como existem hoje pelo mundo guerras pelo controle de países com grandes reservas de petróleo.

Grande parte destes combustíveis são menos eficientes do que os de origem fóssil logo irá ser necessário produzir maior quantidade de biocombustíveis do que actualmente se produz de petróleo para suprir idênticas necessidades, por exemplo um litro de biodiesel é menos eficiente em 30% do que um litro de gasóleo. Estes combustíveis não são tão “verdes” como nos fazem crer, em geral só referem a poluição gerada no final do circuito, na queima no motor, sem ter em conta a energia gasta e a poluição gerada na sua produção.

Os proprietários de automóveis movidos a combustível de óleo vegetal alegam que é barato porque utiliza óleo de cozinha reciclado, isto é ter falta de visão, então e quando todos começarmos a utilizar óleo de cozinha usado nas nossas viaturas? A indústria da restauração verá ali uma fonte de rendimento e começara a vender o óleo usado. É uma lei básica do mercado de procura oferta. Ir ao super-mercado comprar óleo para atestar o depósito do carro não parece ser solução, o preço de um litro de óleo alimentar é de 1,19 euros (o mais barato) comparando o preço do gasóleo e eficiência só terá a vantagem ambiental de menor poluição, como solução para a falta de combustível ou mais económico não será certamente. Recordo-me de um documentário televisivo que vi onde alguns norte-americanos aparecem com muito orgulho a dizer que nas suas traseiras têm plantações de soja e que produzem o biodiesel de forma caseira. Para além de estarem a empenhar o futuro daqueles solos, a meu ver, acabam por cair no ridículo pois aparecem sempre com carros de fabrico europeu pois nos E.U.A. não há a cultura de utilização de carros a gasóleo assim para poderem utilizar o biodiesel que fabricam tem que se servir de velhos carros ou Volkswagen. Se estão assim tão empenhados num futuro mais “verde” e consideram-se tão avançados não deveriam pensar em produzir, em larga escala, motores para biodiesel?

Mas nada se resolverá se a dependência de combustíveis para combustão continuar, há que olhar para a origem do problema, o automóvel é um sistema de locomoção ineficiente, os automóveis com os motores de combustão interna só conseguem colocar 30% do seu rendimento na locomoção, 70% é desperdício, mesmo que utilizemos biocombustível, haverá sempre 70% ou mais de desperdício. Não faz sentido andarmos numa viatura de cinco lugares só com um ocupante. O futuro passa indubitavelmente por novos conceitos de transporte alguns protótipos já estão a aparecer, mas neste caso penso que, por estranho que pareça, os avanços tecnológicos vão acontecer mais depressa do que a alteração das mentalidades viradas para o status dado pelo facto de nos transpormos em viaturas de topo.

O futuro obrigará a mudar a forma como encaramos a nossa maneira de nos deslocar ou seja conseguirmos entender a necessidade de um novo conceito de transporte, temos que esquecer o automóvel como ele é, teremos que encontrar soluções alternativas.

Imagem do novo automóvel O francês Guy Negri, desenvolveu em 1991 um motor adaptado dos motores da fórmula um, o esquema de funcionamento é quase idêntico ao dos automóveis que utilizamos todos os dias, baseando-se no princípio do motor de pistões, mas ao invés de trabalhar com explosões de combustível trabalha com a expansão de ar libertado para o topo do pistão. Possui duas botijas de ar comprimido em tudo idênticas as garrafas de ar comprimido dos mergulhadores só que construídas de forma que em caso de colisão não fragmentam. O problema desta técnica é o problema de todos os veículos que trabalhem a combustíveis alternativos inovadores, a autonomia, mas em termos de eficiência energética estes motores não se comparam aos motores de combustão pois não existe desperdício. Uma das características destes motores é o não aquecimento pois não há lugar à queima de combustível (ar). O ar sai pelo tubo de escape tal como entrou, a criação de energia deve-se não à queima, mas à expansão do ar. Este tipo de automóvel de pequena autonomia seria o ideal para as deslocações citadinas casa-emprego.

Imagem de miniatura movida a hidrogénio Há á venda no mercado kits que são miniaturas de pequenos bólides que trabalham a pilhas de hidrogénio e alimentados a painéis solares. Então porque é tão difícil fazer o mesmo em ponto grande e colocar no mercado soluções a hidrogénio?

Incêndios florestais - Uma breve nota sobre Biogás, que é um gás combustível produzido a partir de biomassa ou de resíduos biodegradáveis. Esta poderia ser uma solução para resolver parte do problema que são os incêndios florestais em Portugal. O Biogás pode ser produzido a partir de biomassa proveniente da limpeza das nossas florestas, ao valorizar-se economicamente a biomassa que se encontra abandonada nas florestas e que tão perigosa é, está-se a criar um novo sector económico. Imagem de Incêndios florestais No momento em que a biomassa florestal passa a ser cotada torna, a limpeza da floresta, num negócio. As populações que até agora têm negligenciado a limpeza encontrarão aqui uma oportunidade de gerar rendimentos. Esta produção só satisfaria uma pequena quota das necessidades energéticas totais, mas resolveria uma grave problema, os incêndios. A partir do momento em que a floresta se torne rentável será tentador o corte desenfreado de árvores uma forte fiscalização será necessária para controlar o risco de completa destruição das nossas florestas, imperativo será a fixação de quotas limites para controlar excessos. Felizmente em Portugal já existem alguns desenvolvimentos relativamente a criação de Centrais de Biomassa Florestal para produção de electricidade.

Ass. O Zé da coluna.

TGV (train à grande vitesse)

Arquivar em: Critica — admin @ 5:48 pm

TGV (train à grande vitesse)

Tanta controvérsia com a construção do comboio TGV, porque não olham para trás e vêem o que se passou com o Alfa Pendular.

Imagem de alfa pendular Por razões profissionais durante anos a fio viajei com alguma regularidade para o Porto. Fui utilizador assíduo da linha do Norte. Quando comecei estas deslocações o antigo “Foguete” tinha acabado a sua carreira e a coqueluche, o Alfa, já circulava mas só que demorava menos 10 minutos no percurso Lisboa/Porto de que o “Foguete”. Depois assisti a introdução do Alfa Clube isso sim era um serviço de 5 estrelas. Na verdade o comboio Alfa Clube era o mesmo que o Alfa, a diferença residia numa carruagem extra recheada de confortos. Nesta carruagem podia-se comprar o bilhete (aceitavam visa), tinha uma hospedeira, ofereciam jornal, uma bebida e o pequeno-almoço no comboio das 7 da manhã, os assentos eram sofás e a lotação da carruagem seria uns 20 lugares no máximo. Mas só demorava menos 10 minutos no percurso Lisboa/Porto do que o seu antecessor ou seja em 50 anos evoluíram 10 minutos.

Durante anos de utilização da linha do norte vivi bem de perto e experimentei de alguma forma as obras de adaptação das linhas que iriam permitir explorar os potenciais dos Pendulares, os anos passaram, investimentos enormes e na prática não se sentiam os resultados, não havia redução no tempo da viagem, as paragens por avarias ou por obras eram regulares e os comboios da tarde nunca conseguiam cumprir o horário. O meu recorde de viagem mais demorada foi de quase sete horas. Demorou anos até poder experimentar viagens com picos de velocidade máxima (222 km/h) sem avarias e atrasos. O que aconteceu com o Alfa Pendular foi alguma pressa em adquirir equipamentos sem que acautelassem as infra-estruturas necessárias.

Mas sejamos optimistas e acreditemos que o processo de construção do TGV vai correr bem e que os comboios irão explorar logo de início todo o seu potencial. Olhando para alguns números, o TGV irá circular a velocidade máxima de 320 km/h o actual Alfa Pendular circula a velocidade máxima de 220km/h, se a distância de Lisboa ao Porto por linha férrea são mais ou menos 317 km o TGV irá realizar a viagem nuns fantásticos sessenta minutos. Nas mesmas condições o Alfa Pendular demoraria oitenta e seis minutos. (uma hora e vinte seis minutos?) Mas quando eu vou ao Porto de Alfa demoro pelo menos duas horas e trinta e cinco minutos. A diferença está no facto de os comboios não andam sempre a mesma velocidade, existem várias condicionantes, os traçados que não permitem atingir a velocidade máxima, as paragens nas estações, o tempo de travagem e o tempo para atingir a velocidade máxima.

O TGV demoraria sessenta minutos se este tivesse um poder de aceleração e de travagem instantâneo e se não parasse em lado algum. Tendo em conta que o TGV é 45% mais eficiente em termos de velocidade de ponta poderemos dizer de grosso modo que nas melhores das hipóteses iremos poupar 50 minutos por viagem entre Lisboa Porto relativamente ao Pendular. Mas á que custo de quantos mil milhões só para poupar 50 minutos no máximo dos máximos, qual irá ser o preço dos bilhetes por viagem, qual o custo para o país, qual a vantagem para quem se desloca de Coimbra ao Porto poupa 5 minutos. Estima o governo que o projecto TVG vá custar 7,6 mil milhões (fora uns mil milhões de derrapagem), a comparticipação de Bruxelas só de 556,8 milhões de euros, não me parece que necessitaremos de um sistema de transporte que irá empenhar o futuro de todos nós. Deveriam sim investir mais em sistemas e infra-estruturas que melhorassem a qualidade de vida, descentralizar de forma a que as instituições governamentais e particulares estivessem acessíveis fora das grandes cidades. Criação de sistemas que reduzissem a necessidade de deslocações através de incentivos financeiros para o desenvolvimento e implementação de soluções de tele-assistência, videoconferência, tele-medicina etc.

Avaliando a natural evolução das coisas neste país quando o TGV estiver implementado por completo estará ultrapassado e será altura de instalar um novo sistema de transportes o Maglev (Comboios de Alta-Velocidade de Levitação Magnética). Então porque não saltar um passo?

Como referi anteriormente a implementação da rede ferroviária o TGV vai custar uns milhões de euros ao país, é do empenhar o futuro económico das gerações futuras. Valerá a pena tendo em conta os proveitos que advêm do investimento neste novo meio de transporte? A curto prazo existirão vantagens, a obra pública que é a construção do TGV, vai criar muitos postos de trabalho, reduzindo o desemprego. Vai também dar trabalho a muitos imigrante que pouca ou nenhuma riqueza trazem ao país, pois estes não são grandes geradores de consumo privado, fica-nos a obra. Esta obra irá gerar durante a sua construção movimento económico mas e depois de concluída quais o benefícios? A obra no seu todo irá ficar tão cara que os preços dos bilhetes serão altos e como já referi anteriormente sem qualquer melhoria substancial na redução do tempo de viagem. Outros elementos negativos que podemos verificar são, não desenvolvemos qualquer mais valia tecnológica, não criamos nada de novo, os comboios não são construídos em Portugal, quase todo o material para a construção é importado, acabamos sim por aumentar o défice com exterior .

No meu ponto de vista o TGV não irá trazer nenhum benefício estamos sim a criar uma enorme inutilidade. Mas não se fique com a ideia que sou contra o progresso, pelo contrário, considero é que temos que analisar se as opções que os nossos governantes estão a tomar serão as melhores, vamos instalar TGV a velocidades de 300km/h quando já se realizam testes de comboios de grande velocidade a 600km/h penso que, se Portugal vai implementar uma infraestrura de TGV esta deveria ser capaz de suportar maiores velocidades e não implementar uma rede já ultrapassada tecnologicamente em vinte anos.

Não podemos esquecer que para além do custo financeiro irá haver um custo por ventura ainda maior. Para qualquer traçado que se estude para o TGV vão existir sempre problemas de expropriações. Embora não muito falado existem famílias que vão ser tiradas das suas casas e outras vão perder os seus terrenos agrícolas, fonte de rendimentos por vezes de subsistência, sendo indemnizadas por valores aquém dos valores reais das propriedades e com pagamentos nunca atempados. Um outro problema comum a este tipo de construções (vias férreas e auto-estradas) é o corte que estas provocam quando atravessam um concelho criando até o isolamento de algumas populações relativamente as infra-estruturas sociais (Centros de saúde, escolas, posto de correios, etc ) Situações mais complexas verificaram-se em que as localidades podem vir a ficar separadas dos seus pólos industriais obrigando a deslocações maiores para acederem a estes.

Isto acontece pela reduzida dimensão geográfica do país e por nunca ter sido acautelada a necessidade de se reservar corredores sem qualquer tipo de construção onde se pudesse vir a implementar estas infra-estruturas.

Os planos de ornamento do território deveriam contemplar faixas livres de construção numa perspectiva nacional e não só local. De futuro irá ser necessário mais terrenos livres para construir outras valências, mas nada está a ser acautelado. Estas faltas de ornamento de território levam a cometer graves erros ambientais pois não havendo alternativas para os traçados estes irromperem por zonas protegidas, reservas e parque naturais. Acabando por se tentar salvaguarda estas zonas o que acarreta maiores custos aos projectos e atrasos no arranque das obras.

Ass. O Zé da coluna.

Janeiro 23, 2008

Lamúrias

Arquivar em: Critica — Ze @ 6:08 am

Só oiço pessoas a queixarem-se de tudo. Do custo de vida, da saúde, do ensino, da segurança, da justiça, etc. E em todo o lado. Na paragem do autocarro, no posto médico, nos cafés, nos transportes públicos eu sei lá mais onde. Agora pergunto.

O que é que essas pessoas que reclamam fazem ou já fizeram para mudar este tipo de coisas? Todos os cidadãos com maiores de 18 anos têm uma arma muito poderosa que muita gente nunca usou ou não a usa há muito tempo que é…o voto.

Sim por que, pelas últimas eleições e em especial os referendos, com índices de abstenção à volta dos 40 a 60 % é que não alteramos nada.

 É certo que o leque de “governantes” que nos têm calhado em sorte não tem ajudado muito mas…

 Então, da próxima vez que ver ou ouvir disparates, ditos ou feito pelos “governantes”, lembre-se de, no dia de eleições, de exercer o seu DEVER cívico e vá votar. Nem que vote em branco como forma de protesto contra o poder instalado mas VOTE.

 Ass. O Zé da coluna.

Janeiro 17, 2008

Tv C*bo compra aTVtel por 100 milhões de euros.

Arquivar em: Critica — admin @ 6:58 pm

Tv C*bo (está assim com asterisco para não fazer publicidade) compra aTVtel por 100 milhões de euros. Sim leu bem 100 milhões de euros. Pelo visto a tão falada crise não bateu à porta da TV C*bo.
Então preferem aniquilar a concorrência do que melhorar o deprimente serviço que (não) prestam?

E o record de queixas apresentadas à DECO vão para o caixote do lixo? A Autoridade da Concorrência o que acha disto? A tal líder do mercado tem uma qualidade de imagem vergonhosa. Imagem cheia de “pixels”, programas sem legenda, áudio em línguas que não a de Camões, nenhum canal a emitir em 16:9 (coisa vulgar pela Europa fora), canais a emitir ainda em som mono. Enfim um rol de desinvestimento na qualidade que, em abono da verdade, os Portugueses merecem. Sim por que a maioria não reclama. Eu tenho feito a minha parte, não só em relação à TV C*bo, mas em TODOS os serviços em que me sinto ultrajado.

Ass: O Zé da coluna.

Janeiro 16, 2008

Fecho das maternidades

Arquivar em: Critica — admin @ 6:17 am

Fecho das maternidades

O fecho das maternidades já está a surtir efeito para o investimento privado.
Em 2009, na cidade de Chaves, vai abrir uma maternidade por um grupo de duas unidades de saúde privadas, a Casa de Saúde de Guimarães e o Hospital Privado de Viana do Castelo. As autoridades Flavienses mostraram-se muito “satisfeitas” pelo investimento, que vê como “factor de competitividade” da região.

Então imagino que, quem tem dinheiro, vai para a tal maternidade que até vai ter urgências 24 horas com todas os meios complementares de diagnóstico, serviço de internamento e cirurgia e ainda serviço de consulta externa de várias especialidades médicas e cirúrgicas. Quem não tem dinheiro (que como se sabe é a maioria da população)vai de ambulância para Vila Real a meia hora de viagem. Se por acaso cair um nevão daqueles à moda antiga a criança nascerá na A24.
Não estará o estado a “desresponsabilizar-se” de fornecer os serviços básicos dos cuidados de saúde?

Ass: O Zé da coluna

Janeiro 15, 2008

Luz do Sameiro

Arquivar em: Critica — admin @ 4:34 pm

Fez um ano em que a embarcação de pesca Luz do Sameiro encalhou na praia ( a 50 metros) e perderam então a vida três pescadores. Depois disso o Ministro MAI disse que ia ser reforçado os meios de salvamento. O Instituto de Socorros a Náufragos (ISO) funciona das 09.00H até 17.00, ou seja, todas as pessoas que necessitarem de ajuda no mar só o podem fazer em horário de expediente. Ridículo.

Ah, mas entretanto, vamos ter submarinos que vão custar 0,5% do PIB uma ninharia. Um país como Portugal que tem 800Km de costa não teria que estar virado para o mar? Pois tinha mas parece que preferem estar virados para terra com o TGV.

Como diz uma música do Jorge Palma.

Ai Portugal Portugal
de quê que estás há espera
tens o pé numa galera
e outro no fundo do mar (literalmente)

Ass: O Zé da coluna

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